Para que serve o "risco cirúrgico"
Toda cirurgia e toda anestesia exigem algo do coração, dos pulmões e do organismo como um todo. A avaliação pré-operatória procura identificar condições que aumentam o risco, como pressão descontrolada, arritmias, doença coronariana ou insuficiência cardíaca, e propor medidas para que a cirurgia aconteça com mais segurança. Ela não "aprova" nem "reprova" o paciente sozinha: o resultado é uma informação técnica que a equipe cirúrgica usa na decisão.
Como funciona
- Entrevista: doenças prévias, cirurgias anteriores, reações à anestesia, capacidade de fazer esforço e medicamentos em uso.
- Exame físico: pressão, ausculta do coração e dos pulmões, sinais de retenção de líquidos.
- Exames: análise dos exames trazidos e, se necessário, pedido de complementares como eletrocardiograma, ecocardiograma ou exames de sangue.
- Parecer: documento para a equipe cirúrgica com as conclusões e as recomendações.
Importante: Preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento.
O que levar
| Item | Observação |
|---|---|
| Pedido ou encaminhamento do cirurgião | Com o nome da cirurgia prevista |
| Exames já realizados | Sangue, ECG, imagens, mesmo de outras clínicas |
| Lista de medicamentos | Incluindo anticoagulantes, antiagregantes e suplementos |
| Relatórios de outros especialistas | Se você trata alguma doença do coração ou dos pulmões |
Não deixe para a última semana
O erro mais comum é agendar a avaliação poucos dias antes da cirurgia. Se surgir a necessidade de um exame complementar ou de ajustar um medicamento, pode não haver tempo, e a cirurgia acaba remarcada. O ideal é procurar a avaliação assim que a cirurgia for indicada. Outro cuidado importante: não suspenda medicamentos por conta própria antes da cirurgia; a orientação sobre o que manter ou interromper vem da equipe médica.
Quem costuma precisar
Pessoas acima de determinada idade, quem tem doenças cardíacas, hipertensão, diabetes ou doença renal, e pacientes que farão cirurgias de maior porte. Mas a indicação final é da equipe que vai operar.
Depois da avaliação
Com o parecer em mãos, leve o documento à consulta com o cirurgião ou com o anestesista. Se o médico recomendar algum ajuste, como controlar melhor a pressão ou a glicose antes do procedimento, siga a orientação e informe a equipe cirúrgica. Caso surja um sintoma novo entre a avaliação e a cirurgia, como dor no peito, falta de ar ou febre, comunique a equipe antes da data marcada.
Para cirurgias que exigem preparo emocional, a equipe também pode pedir um laudo psicológico pré-operatório.
Perguntas frequentes
Uma avaliação feita há alguns meses ainda serve?
Não há um prazo único. A equipe cirúrgica define se a avaliação continua adequada considerando o tempo decorrido e qualquer mudança no seu estado de saúde.
Preciso fazer todos os exames de novo?
Não necessariamente. Exames recentes podem ser aproveitados. O médico avalia o que é suficiente e só pede o que for realmente necessário.
O parecer garante que a cirurgia não terá complicações?
Não. A avaliação estima o risco e propõe cuidados, mas nenhuma avaliação elimina todos os riscos de um procedimento.