Sinais que a empresa não deve ignorar
- Atestados recorrentes por ansiedade, insônia ou esgotamento num mesmo setor.
- Rotatividade alta concentrada em uma equipe ou sob uma mesma liderança.
- Reclamações informais de humilhação, gritos ou cobranças desproporcionais.
- Horas extras constantes como regra, e não como exceção.
- Queixas que chegam ao RH só quando o trabalhador já pediu demissão.
Esses sinais não são "problemas pessoais" a serem resolvidos individualmente. Muitas vezes indicam fatores ligados à organização do trabalho, que podem e devem ser geridos como qualquer outro risco ocupacional.
Serviços desta área
- PGR
Avaliação de riscos psicossociais no PGR
Identificação dos fatores psicossociais, inclusão no inventário de riscos e definição de medidas no plano de ação.
Ver detalhes - Diagnóstico
Questionário com relatório técnico
Aplicação de questionário aos colaboradores, com análise por setor e relatório que orienta as prioridades.
Ver detalhes - Programa
Saúde mental corporativa
Ações contínuas de promoção e prevenção, com acolhimento e encaminhamento quando necessário.
Ver detalhes - Escuta
Canal de denúncias
Um meio seguro para relatar assédio, violência e outras condutas, com fluxo de apuração definido.
Ver detalhes
Para capacitar lideranças e equipes, veja também o treinamento de prevenção ao assédio moral, sexual e à violência no trabalho.
Exemplos de fatores psicossociais
| Grupo | Exemplos |
|---|---|
| Exigências do trabalho | Volume excessivo, prazos curtos, metas sem recursos, jornadas extensas |
| Autonomia e controle | Pouca participação nas decisões, tarefas monótonas, controle rígido de pausas |
| Relações | Conflitos, falta de apoio da liderança, isolamento, assédio |
| Clareza e reconhecimento | Papéis indefinidos, mudanças sem comunicação, falta de retorno sobre o trabalho |
Como estruturamos o trabalho
- Preparação: alinhamento com a direção e o RH, definição dos grupos de análise e comunicação aos colaboradores.
- Coleta: questionário, entrevistas e análise de dados como absenteísmo e rotatividade.
- Análise: identificação dos fatores mais relevantes por setor, preservando o anonimato das respostas.
- Inclusão no PGR: os riscos entram no inventário e as medidas no plano de ação.
- Acompanhamento: revisão das ações e nova avaliação para verificar se surtiram efeito.
Importante: o foco da gestão de riscos psicossociais é a organização do trabalho, e não o diagnóstico individual de colaboradores. Casos individuais de sofrimento psíquico devem ser acolhidos e encaminhados para atendimento em saúde.
Exemplos de medidas que costumam sair do plano de ação
As ações dependem do diagnóstico de cada empresa, mas alguns tipos de medida aparecem com frequência:
- Redistribuição de tarefas e revisão de metas em setores com sobrecarga persistente.
- Capacitação de lideranças para dar retorno, conduzir conflitos e reconhecer sinais de adoecimento.
- Regras claras sobre pausas, jornada e comunicação fora do horário de trabalho.
- Fluxo definido para receber e apurar relatos de assédio, com proteção a quem denuncia.
- Comunicação antecipada de mudanças organizacionais que afetam as equipes.
O PCMSO também se beneficia desse trabalho: as informações sobre fatores psicossociais ajudam o médico do trabalho a interpretar afastamentos e a orientar o acompanhamento de saúde.
Erros comuns
- Aplicar questionário sem garantir anonimato, o que distorce as respostas.
- Coletar dados e não devolver nenhuma ação aos colaboradores.
- Tratar o tema só com palestras motivacionais, sem mexer nas causas.
Perguntas frequentes
Pequenas empresas também precisam olhar para isso?
A NR-1 inclui os fatores psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. A forma de abordar varia com o porte e o enquadramento da empresa, que avaliamos no diagnóstico.
Os colaboradores serão identificados nas respostas?
Não. A análise é feita por grupos, com regras para impedir a identificação individual.
Isso substitui o atendimento psicológico?
Não. É uma ação de gestão coletiva. Para atendimento individual, há a área de psicologia.