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Medicina do Trabalho 3Saúde ocupacional em Goiânia

Riscos psicossociais no trabalho: como incluir a saúde mental no PGR da sua empresa em Goiânia

Sobrecarga, metas inalcançáveis, conflitos com lideranças e assédio adoecem pessoas e afastam profissionais. A NR-1 inclui os fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. Ajudamos a empresa a identificar, avaliar e agir sobre eles de forma estruturada.

Sinais que a empresa não deve ignorar

  • Atestados recorrentes por ansiedade, insônia ou esgotamento num mesmo setor.
  • Rotatividade alta concentrada em uma equipe ou sob uma mesma liderança.
  • Reclamações informais de humilhação, gritos ou cobranças desproporcionais.
  • Horas extras constantes como regra, e não como exceção.
  • Queixas que chegam ao RH só quando o trabalhador já pediu demissão.

Esses sinais não são "problemas pessoais" a serem resolvidos individualmente. Muitas vezes indicam fatores ligados à organização do trabalho, que podem e devem ser geridos como qualquer outro risco ocupacional.

Serviços desta área

Para capacitar lideranças e equipes, veja também o treinamento de prevenção ao assédio moral, sexual e à violência no trabalho.

Exemplos de fatores psicossociais

GrupoExemplos
Exigências do trabalhoVolume excessivo, prazos curtos, metas sem recursos, jornadas extensas
Autonomia e controlePouca participação nas decisões, tarefas monótonas, controle rígido de pausas
RelaçõesConflitos, falta de apoio da liderança, isolamento, assédio
Clareza e reconhecimentoPapéis indefinidos, mudanças sem comunicação, falta de retorno sobre o trabalho

Como estruturamos o trabalho

  1. Preparação: alinhamento com a direção e o RH, definição dos grupos de análise e comunicação aos colaboradores.
  2. Coleta: questionário, entrevistas e análise de dados como absenteísmo e rotatividade.
  3. Análise: identificação dos fatores mais relevantes por setor, preservando o anonimato das respostas.
  4. Inclusão no PGR: os riscos entram no inventário e as medidas no plano de ação.
  5. Acompanhamento: revisão das ações e nova avaliação para verificar se surtiram efeito.

Importante: o foco da gestão de riscos psicossociais é a organização do trabalho, e não o diagnóstico individual de colaboradores. Casos individuais de sofrimento psíquico devem ser acolhidos e encaminhados para atendimento em saúde.

Exemplos de medidas que costumam sair do plano de ação

As ações dependem do diagnóstico de cada empresa, mas alguns tipos de medida aparecem com frequência:

  • Redistribuição de tarefas e revisão de metas em setores com sobrecarga persistente.
  • Capacitação de lideranças para dar retorno, conduzir conflitos e reconhecer sinais de adoecimento.
  • Regras claras sobre pausas, jornada e comunicação fora do horário de trabalho.
  • Fluxo definido para receber e apurar relatos de assédio, com proteção a quem denuncia.
  • Comunicação antecipada de mudanças organizacionais que afetam as equipes.

O PCMSO também se beneficia desse trabalho: as informações sobre fatores psicossociais ajudam o médico do trabalho a interpretar afastamentos e a orientar o acompanhamento de saúde.

Erros comuns

  • Aplicar questionário sem garantir anonimato, o que distorce as respostas.
  • Coletar dados e não devolver nenhuma ação aos colaboradores.
  • Tratar o tema só com palestras motivacionais, sem mexer nas causas.

Perguntas frequentes

Pequenas empresas também precisam olhar para isso?

A NR-1 inclui os fatores psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. A forma de abordar varia com o porte e o enquadramento da empresa, que avaliamos no diagnóstico.

Os colaboradores serão identificados nas respostas?

Não. A análise é feita por grupos, com regras para impedir a identificação individual.

Isso substitui o atendimento psicológico?

Não. É uma ação de gestão coletiva. Para atendimento individual, há a área de psicologia.

Leve a saúde mental para dentro do PGR

Fale com a equipe e receba uma proposta adequada ao tamanho da sua empresa.

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