Para onde vai o seu efluente?
A primeira pergunta define todo o resto. Efluente lançado na rede pública de esgoto segue as regras da concessionária e do órgão ambiental; efluente lançado em córrego ou rio deve atender aos padrões de lançamento das normas ambientais federais e estaduais, considerando também a classe do corpo receptor; efluente reaproveitado ou infiltrado no solo tem exigências próprias. Os parâmetros e limites mudam conforme o destino.
Parâmetros mais comuns
| Parâmetro | O que revela |
|---|---|
| pH e temperatura | Condições básicas que afetam o tratamento e o corpo receptor |
| DBO e DQO | Carga orgânica e eficiência do tratamento biológico |
| Sólidos (sedimentáveis, suspensos) | Funcionamento de decantadores e caixas de separação |
| Óleos e graxas | Desempenho de caixas de gordura e separadoras de água e óleo |
| Surfactantes | Presença de detergentes, comum em lava-jatos e lavanderias |
| Metais e outros específicos | Exigidos conforme o processo, como galvanoplastia e indústrias químicas |
Entrada e saída: medindo a eficiência
Coletar apenas na saída mostra se o efluente atende ao limite. Coletar também na entrada do sistema permite calcular a eficiência de remoção, informação que algumas licenças exigem e que ajuda a saber se o tratamento está bem dimensionado. Definimos os pontos com base na exigência e no objetivo da empresa.
Tipos de amostra
- Simples: coletada de uma vez, representa o momento da coleta.
- Composta: várias alíquotas ao longo do expediente, misturadas proporcionalmente, representam melhor processos com variação durante o dia.
A licença ou o termo de referência costuma indicar o tipo exigido.
Erros que comprometem o laudo
- Coletar com a produção parada ou em dia atípico.
- Não preservar a amostra conforme o parâmetro, o que altera resultados como DBO e óleos e graxas.
- Limpar a caixa de gordura na véspera só para o laudo, mascarando a condição real.
- Não registrar vazão e condições operacionais no momento da coleta.
Para condicionantes com frequência definida, o laudo pode ser parte de um programa de monitoramento. Pequenos empreendimentos em licenciamento podem precisar descrever o sistema no plano de controle ambiental.
Importante: parâmetros, limites e frequência dependem do destino do efluente, da atividade e das exigências do órgão ambiental competente e da concessionária, conforme a legislação vigente.
Perguntas frequentes
Meu efluente vai para a rede de esgoto. Preciso de laudo?
Pode precisar. Concessionárias e órgãos ambientais costumam exigir controle de efluentes não domésticos, conforme a atividade.
Quantos pontos devo analisar?
No mínimo a saída do sistema de tratamento. A entrada é recomendada para medir eficiência e às vezes é exigida.
O resultado ficou acima do limite. E agora?
Avaliamos as causas mais prováveis, como manutenção do sistema ou mudança no processo, e indicamos ações corretivas e nova coleta.