Raio-X: rápido e acessível
O raio-X usa uma pequena dose de radiação ionizante, que atravessa o corpo e forma uma imagem. Estruturas densas, como os ossos, aparecem claras; o ar, escuro. Por isso, é muito usado para fraturas, alterações na coluna, avaliação dos pulmões e de algumas articulações.
É rápido e, em geral, não exige preparo. Alguns raios-X contrastados, que usam substâncias para destacar órgãos como intestino ou vias urinárias, têm preparo específico.
Ultrassom: imagem em tempo real, sem radiação
A ultrassonografia usa ondas sonoras de alta frequência que voltam ao aparelho ao encontrar os tecidos. Não usa radiação, o que a torna adequada para gestantes e para exames repetidos. Mostra bem órgãos como fígado, vesícula, rins, tireoide, útero e mamas, além de estruturas superficiais, como músculos e tendões.
Com o doppler, avalia o fluxo de sangue nos vasos. Também orienta procedimentos, como punções. Alguns tipos exigem jejum ou bexiga cheia; outros não têm preparo.
Tomografia: cortes detalhados
A tomografia computadorizada também usa raios X, mas o aparelho gira ao redor do corpo e o computador monta imagens em fatias. O resultado é muito mais detalhado que o raio-X comum, útil para avaliar tórax, abdome, crânio, seios da face e situações de urgência. Em muitos casos, usa contraste injetado na veia.
Por envolver dose maior de radiação que o raio-X convencional, é indicada quando o benefício justifica, a critério médico.
Ressonância: riqueza de detalhes em tecidos moles
A ressonância magnética usa um campo magnético potente e ondas de radiofrequência, sem radiação ionizante. É excelente para tecidos moles: cérebro, medula, ligamentos, meniscos, músculos e diversos órgãos. O exame é mais demorado, com ruído alto dentro do equipamento, e exige que a pessoa fique imóvel.
A presença de metais no corpo, como marca-passo, implantes, clipes cirúrgicos ou fragmentos metálicos, precisa ser informada antes, porque pode contraindicar o exame ou exigir cuidados.
| Exame | Princípio | Radiação ionizante | Mostra bem |
|---|---|---|---|
| Raio-X | Raios X | Sim, dose baixa | Ossos, pulmões |
| Ultrassom | Ondas sonoras | Não | Órgãos abdominais, tireoide, mamas, gestação, vasos |
| Tomografia | Raios X em cortes | Sim | Tórax, abdome, crânio, urgências |
| Ressonância | Campo magnético | Não | Cérebro, coluna, articulações, tecidos moles |
Por que o médico escolhe um e não outro
A escolha depende da suspeita clínica, da região do corpo, da necessidade de detalhe, de contraindicações e, às vezes, da urgência. Não existe exame “melhor” em absoluto: existe o mais adequado para responder a uma pergunta específica. Todos esses exames dependem de pedido médico.
Importante: Preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento.
Informe antes do exame
- possibilidade de gravidez;
- alergias, especialmente a contrastes;
- doenças renais, diabetes e medicamentos em uso, quando houver contraste;
- marca-passo, implantes, próteses ou fragmentos metálicos, para ressonância;
- claustrofobia, para que a equipe possa orientar.
Leve exames anteriores da mesma região. A comparação ajuda o médico que vai interpretar as imagens.
Perguntas rápidas
Posso levar acompanhante?
Em geral, sim, para aguardar na recepção. Na sala de exame, a presença depende do tipo de exame e das regras de proteção radiológica ou de segurança magnética.
Gestantes podem fazer esses exames?
O ultrassom é amplamente usado na gestação. Exames com radiação ou contraste exigem avaliação médica cuidadosa, por isso a possibilidade de gravidez deve sempre ser informada.
Por que alguns exames pedem jejum?
Em ultrassons do abdome, o jejum reduz gases e deixa a vesícula mais visível. Em exames com contraste, ele pode ser pedido por segurança. O preparo exato é informado no agendamento de cada exame.