Quando a empresa precisa desses exames
A NR-7 traz, em seu Anexo I, os indicadores biológicos de exposição para diversos agentes químicos. Quando o inventário de riscos do PGR aponta exposição a um metal listado, o PCMSO deve prever o exame correspondente, com a periodicidade definida pelo médico responsável pelo programa.
Situações típicas em Goiânia e região metropolitana:
- oficinas de solda e caldeiraria (fumos com manganês, cromo, níquel);
- galvanoplastia e cromagem (cromo, níquel, cádmio);
- reciclagem e montagem de baterias, fundições (chumbo);
- laboratórios, odontologia e manutenção de lâmpadas e instrumentos (mercúrio);
- indústrias de cerâmica, vidro, tintas e pigmentos (vários metais).
Metais que podem ser monitorados
| Agente | O que costuma ser dosado |
|---|---|
| Chumbo | Chumbo no sangue ou na urina e ácido delta-aminolevulínico na urina (ALA-U), conforme indicação médica |
| Mercúrio, arsênico, cádmio, cromo, níquel, cobalto | Dosagem do próprio metal em amostra definida pelo indicador da NR-7 |
| Manganês, estanho, vanádio | Dosagem do metal quando prevista no PCMSO |
| Fluoretos | Fluoreto na urina |
A escolha do material (sangue ou urina) e do indicador segue o quadro vigente da NR-7. Quem define o exame de cada função é o médico do PCMSO, não o laboratório.
O momento da coleta faz diferença
Para vários metais, o resultado só é interpretável se a amostra for colhida no momento certo: início ou fim da jornada, fim da semana de trabalho ou após um período mínimo de exposição. Por isso pedimos à empresa a escala do colaborador antes de agendar. Uma coleta no dia errado pode gerar um resultado que não representa a exposição real.
Preparo: preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento. Alguns exames pedem cuidados específicos, como evitar contaminação da amostra com a roupa de trabalho.
Do resultado à ação
O resultado alterado não é um diagnóstico isolado. Ele é avaliado pelo médico do trabalho junto com a história clínica e a função. Dependendo do caso, pode levar a:
- repetição do exame para confirmação;
- afastamento temporário da exposição, a critério médico;
- revisão das medidas de controle no PGR (ventilação, enclausuramento, troca de processo, EPI);
- avaliação sobre a necessidade de emissão de CAT, quando houver suspeita de doença relacionada ao trabalho.
Os resultados também compõem as informações do evento S-2220 no eSocial.
Perguntas frequentes
Posso pedir só o exame, sem PCMSO?
O exame tem sentido dentro de um programa: é o PCMSO que define quem faz, qual indicador e com que frequência. Podemos revisar o seu programa para incluir os metais que aparecem no PGR.
O trabalhador precisa estar em jejum?
Depende do exame. As orientações de preparo são passadas no agendamento, junto com o horário da coleta em relação à jornada.
Quem não é exposto diretamente também precisa fazer?
A decisão é do médico do PCMSO, com base no inventário de riscos. Trabalhadores do mesmo setor com exposição indireta podem ou não ser incluídos.