Pular para o conteúdo
Medicina do Trabalho 3Saúde ocupacional em Goiânia

Exames de chumbo, mercúrio, cromo e outros metais para quem trabalha exposto

Soldadores, trabalhadores de galvanoplastia, fundição, reciclagem de baterias e fábricas de tintas podem absorver metais sem perceber. O monitoramento biológico mede esses metais ou seus efeitos no sangue ou na urina e ajuda o médico do PCMSO a agir antes do adoecimento.

Quando a empresa precisa desses exames

A NR-7 traz, em seu Anexo I, os indicadores biológicos de exposição para diversos agentes químicos. Quando o inventário de riscos do PGR aponta exposição a um metal listado, o PCMSO deve prever o exame correspondente, com a periodicidade definida pelo médico responsável pelo programa.

Situações típicas em Goiânia e região metropolitana:

  • oficinas de solda e caldeiraria (fumos com manganês, cromo, níquel);
  • galvanoplastia e cromagem (cromo, níquel, cádmio);
  • reciclagem e montagem de baterias, fundições (chumbo);
  • laboratórios, odontologia e manutenção de lâmpadas e instrumentos (mercúrio);
  • indústrias de cerâmica, vidro, tintas e pigmentos (vários metais).

Metais que podem ser monitorados

AgenteO que costuma ser dosado
ChumboChumbo no sangue ou na urina e ácido delta-aminolevulínico na urina (ALA-U), conforme indicação médica
Mercúrio, arsênico, cádmio, cromo, níquel, cobaltoDosagem do próprio metal em amostra definida pelo indicador da NR-7
Manganês, estanho, vanádioDosagem do metal quando prevista no PCMSO
FluoretosFluoreto na urina

A escolha do material (sangue ou urina) e do indicador segue o quadro vigente da NR-7. Quem define o exame de cada função é o médico do PCMSO, não o laboratório.

O momento da coleta faz diferença

Para vários metais, o resultado só é interpretável se a amostra for colhida no momento certo: início ou fim da jornada, fim da semana de trabalho ou após um período mínimo de exposição. Por isso pedimos à empresa a escala do colaborador antes de agendar. Uma coleta no dia errado pode gerar um resultado que não representa a exposição real.

Preparo: preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento. Alguns exames pedem cuidados específicos, como evitar contaminação da amostra com a roupa de trabalho.

Do resultado à ação

O resultado alterado não é um diagnóstico isolado. Ele é avaliado pelo médico do trabalho junto com a história clínica e a função. Dependendo do caso, pode levar a:

  • repetição do exame para confirmação;
  • afastamento temporário da exposição, a critério médico;
  • revisão das medidas de controle no PGR (ventilação, enclausuramento, troca de processo, EPI);
  • avaliação sobre a necessidade de emissão de CAT, quando houver suspeita de doença relacionada ao trabalho.

Os resultados também compõem as informações do evento S-2220 no eSocial.

Perguntas frequentes

Posso pedir só o exame, sem PCMSO?

O exame tem sentido dentro de um programa: é o PCMSO que define quem faz, qual indicador e com que frequência. Podemos revisar o seu programa para incluir os metais que aparecem no PGR.

O trabalhador precisa estar em jejum?

Depende do exame. As orientações de preparo são passadas no agendamento, junto com o horário da coleta em relação à jornada.

Quem não é exposto diretamente também precisa fazer?

A decisão é do médico do PCMSO, com base no inventário de riscos. Trabalhadores do mesmo setor com exposição indireta podem ou não ser incluídos.

Metais no processo? Coloque o monitoramento em dia

Envie a lista de funções expostas e os agentes do PGR. Organizamos as coletas da equipe.

WhatsApp