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Evento S-2240: como transformar o laudo da sua empresa em informação correta no eSocial

O S-2240 conta ao governo a que agentes nocivos cada trabalhador está exposto. Ele alimenta o PPP eletrônico e pode pesar em aposentadoria especial e contribuições. Em Goiânia, fazemos o envio partindo dos documentos técnicos da empresa, para que o eSocial diga o mesmo que o laudo.

Um evento pequeno com efeito grande

Imagine uma metalúrgica no Distrito Industrial ou uma lavanderia hospitalar em Goiânia. O laudo aponta ruído acima do limite em um setor e contato com agentes biológicos em outro. Se o S-2240 de cada trabalhador não refletir isso, o PPP eletrônico sai errado, o trabalhador pode ter dificuldade no INSS e a empresa fica com informações que não se sustentam numa fiscalização ou ação trabalhista. O contrário também acontece: informar exposição que não existe pode gerar cobrança indevida de adicional para financiamento da aposentadoria especial.

O que o S-2240 informa

  • Descrição das atividades desempenhadas pelo trabalhador;
  • Agentes nocivos presentes, conforme a tabela de agentes do eSocial, ou a indicação de ausência de agente nocivo;
  • Intensidade ou concentração, técnica de avaliação e unidade de medida, quando houver avaliação quantitativa;
  • Uso de EPC e EPI e se são eficazes;
  • Identificação do profissional legalmente habilitado pelos registros ambientais.

Cada trabalhador tem o seu evento, enviado no início da exposição e sempre que as condições mudarem (troca de setor, nova máquina, mudança de processo). O prazo de envio segue o Manual de Orientação do eSocial vigente.

Ordem certa: primeiro vêm os documentos técnicos, depois o evento. O S-2240 não cria informação; ele transcreve o que o LTCAT e o PGR já demonstram.

Nosso roteiro de trabalho

  1. Leitura dos laudos: conferimos se LTCAT e PGR estão atualizados e se cobrem todos os setores e cargos.
  2. Mapa de exposição: cruzamos cargos, setores e ambientes com a lista de empregados ativos.
  3. Codificação: traduzimos cada agente do laudo para o código da tabela do eSocial.
  4. Envio e recibos: transmitimos os eventos e guardamos os protocolos.
  5. Manutenção: admissões, transferências e mudanças de ambiente geram novos envios.

Quando o S-2240 precisa ser enviado de novo

SituaçãoO que fazer
Admissão de empregadoEnviar o evento com as condições do posto
Transferência de setor ou funçãoNovo evento com as novas condições
Nova avaliação no laudoAtualizar os eventos dos expostos
Dado enviado com erroRetificar o evento original

Falhas que encontramos com frequência

  • Mesmo S-2240 genérico para todos os empregados, ignorando setores.
  • EPI marcado como eficaz sem registro de entrega e treinamento.
  • Agente informado sem a avaliação quantitativa que o sustente.
  • Laudo antigo, de antes de uma reforma do galpão ou de troca de equipamentos.

Se algum desses problemas já está no histórico da empresa, a solução passa por revisar o documento técnico e, depois, retificar os eventos enviados, na ordem certa e com registro do que foi alterado.

Perguntas frequentes

Escritório sem exposição também envia S-2240?

Sim. Nesses casos o evento informa a ausência de agente nocivo, com base na avaliação dos ambientes.

Vocês enviam S-2240 com laudo feito por outra empresa?

Podemos, depois de analisar o documento. Se encontrarmos lacunas, indicamos o que precisa ser revisado antes do envio.

Qual a relação com o PPP?

O PPP eletrônico é montado a partir das informações enviadas ao eSocial. Veja mais em PPP.

Seu S-2240 conversa com o seu LTCAT?

Mande uma mensagem e fazemos uma conferência dos eventos já enviados.

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