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Medicina do Trabalho 3Saúde ocupacional em Goiânia

Espirometria para trabalhadores expostos a poeiras, fumos e vapores, em Goiânia

Serralherias, marmorarias, indústrias de ração, oficinas de pintura e obras levantam partículas que o pulmão acaba recebendo. A espirometria mede como o ar entra e sai e ajuda o médico do trabalho a acompanhar, ao longo dos anos, se essa exposição está deixando marcas.

Por que o pulmão entra no PCMSO

Doenças respiratórias ligadas ao trabalho costumam evoluir em silêncio. O trabalhador só percebe falta de ar quando a perda de função já é significativa. Por isso, a NR-7 prevê a espirometria para trabalhadores expostos a determinados aerodispersoides, e o médico responsável pelo PCMSO pode indicá-la para outras situações de risco respiratório identificadas no PGR.

Exemplos de atividades em que o exame costuma aparecer no programa:

  • corte, lixamento e polimento de rochas, cerâmica e concreto (poeira com sílica);
  • solda e corte térmico de metais (fumos metálicos);
  • pintura com pistola, aplicação de resinas e manuseio de solventes;
  • armazenagem e moagem de grãos, rações e farinhas;
  • funções que exigem o uso de respirador, para apoiar a avaliação de capacidade.

Como o exame é feito

O colaborador usa um clipe no nariz e sopra por um bocal descartável ligado ao espirômetro, primeiro respirando normalmente e depois enchendo o pulmão ao máximo e soltando o ar o mais forte e rápido possível. A manobra é repetida algumas vezes até que as curvas fiquem reprodutíveis. Dependendo da indicação, pode ser feita uma nova medida após o uso de broncodilatador.

Cuidados no dia

  • evitar fumar e fazer esforço físico intenso nas horas anteriores;
  • não fazer refeição pesada logo antes;
  • informar uso de remédios para asma, bronquite ou alergia;
  • avisar se teve cirurgia recente no tórax, abdome ou olhos, ou infecção respiratória nas últimas semanas.

Antes de agendar: preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento.

Leitura ao longo do tempo

Um único resultado diz pouco. O valor da espirometria ocupacional está na série histórica: comparar o exame admissional com os periódicos permite perceber uma queda gradual antes que ela vire doença. Por isso é importante que os exames sejam feitos com método padronizado e que os resultados fiquem guardados no prontuário do trabalhador.

MomentoPara que serve
AdmissionalRegistrar a função pulmonar de partida, antes da exposição
PeriódicoAcompanhar a evolução conforme a periodicidade do PCMSO
DemissionalDocumentar a condição no encerramento do contrato, quando previsto

O exame não substitui a prevenção

Uma espirometria normal não significa que o ambiente está controlado. O que protege o pulmão é reduzir a exposição: ventilação, enclausuramento, umidificação da poeira e, quando necessário, respirador adequado e bem vedado. Para isso, veja o Programa de Proteção Respiratória e o fit test. Em muitos casos, a espirometria caminha junto com o raio-X de tórax padrão OIT.

Perguntas frequentes

A espirometria dói ou tem algum risco?

Não dói. Pode causar cansaço ou tontura passageira por causa das manobras de sopro forte. Pessoas com algumas condições recentes, como cirurgias, precisam avisar antes para avaliação.

De quanto em quanto tempo o exame deve ser repetido?

A periodicidade é definida no PCMSO de cada empresa, conforme o agente e o nível de exposição. Não existe um intervalo único para todas as funções.

Fumantes podem fazer o exame?

Podem e devem, quando o exame está previsto para a função. A orientação é não fumar nas horas anteriores para não interferir no resultado.

Sua equipe trabalha com poeira ou fumos?

Fale com a gente para agendar a espirometria ou revisar o que o PCMSO prevê para essas funções.

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