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Medicina do Trabalho 3Saúde ocupacional em Goiânia

EEG para funções em que um lapso de consciência vira acidente

Quem trabalha em altura, perto de energia elétrica ou ao volante de máquinas pesadas não pode ter uma perda súbita de consciência. Quando o médico do PCMSO entende que o eletroencefalograma ajuda nessa avaliação, a Medicina do Trabalho 3 realiza o exame em Goiânia, com hora marcada.

Quando a empresa pede um EEG

O eletroencefalograma registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo. Em saúde ocupacional, ele não é um exame de rotina para todos: entra no protocolo quando o médico responsável pelo PCMSO avalia que a função envolve risco grave caso o trabalhador tenha uma alteração neurológica durante a jornada.

Situações em que o exame costuma ser considerado, sempre a critério médico:

  • trabalho em altura e acesso por cordas;
  • serviços em instalações elétricas e subestações;
  • operação de pontes rolantes, empilhadeiras e máquinas de grande porte;
  • condução de veículos da empresa e transporte de cargas ou passageiros;
  • trabalho em espaço confinado ou em locais isolados, sem apoio imediato.

A decisão de incluir ou não o EEG fica registrada no PCMSO, junto com a periodicidade. Se a sua empresa ainda não tem essa definição, vale revisar o programa antes de pedir o exame para toda a equipe. Veja como funciona o PCMSO.

Como é o exame

O colaborador fica sentado ou deitado, em ambiente tranquilo, enquanto os eletrodos captam os sinais. O procedimento não dói e não envolve agulhas. Em alguns protocolos são feitas manobras simples, como abrir e fechar os olhos, respirar mais rápido por alguns minutos ou olhar para uma luz intermitente. O traçado é analisado por médico habilitado e o laudo segue para compor a avaliação clínica.

Orientações gerais de preparo

  • cabelos limpos e secos, sem óleo, creme, gel ou laquê;
  • avisar sobre medicamentos em uso, principalmente os que agem no sistema nervoso;
  • seguir as orientações específicas passadas no agendamento, que podem incluir horas de sono ou jejum de cafeína.

Antes de agendar: preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento.

O que a empresa recebe

EtapaQuem participaResultado
Realização do EEGColaborador e equipe técnicaTraçado registrado
Análise do traçadoMédico habilitadoLaudo do exame
Avaliação clínica ocupacionalMédico do trabalhoConclusão no ASO (apto ou inapto)

O laudo detalhado é informação de saúde e fica no prontuário do trabalhador. A empresa recebe o ASO com a conclusão sobre a aptidão para a função, sem exposição de diagnóstico.

Erros que vemos com frequência

  • Pedir EEG para todos os cargos sem previsão no PCMSO, o que gera custo sem ganho de segurança.
  • Não repetir o exame na periodicidade definida para a função de risco.
  • Liberar o trabalhador antes do ASO quando o EEG faz parte do admissional.
  • Esquecer o registro no eSocial: os exames complementares realizados compõem o evento S-2220. Saiba mais em S-2220.

Para pessoas que precisam do exame por indicação de um médico assistente, fora do contexto do trabalho, há a página de eletroencefalograma na área de saúde. Nesse caso é necessário pedido médico.

Perguntas frequentes

O EEG é obrigatório para quem trabalha em altura?

Não há uma regra que torne o EEG obrigatório para todos os trabalhadores em altura. A inclusão do exame é decisão do médico responsável pelo PCMSO, conforme os riscos da função.

Uma alteração no EEG significa que o colaborador será considerado inapto?

Não necessariamente. O resultado é interpretado junto com a história clínica e o exame físico. A conclusão sobre a aptidão cabe ao médico do trabalho, que pode pedir avaliação complementar.

O colaborador pode dirigir depois do exame?

Na maior parte dos casos, sim. Se o protocolo exigir privação de sono ou algum preparo especial, a orientação é dada no agendamento.

Precisa incluir o EEG nos exames da sua equipe?

Conte quais funções estão envolvidas. Verificamos o que o PCMSO prevê e agendamos os colaboradores.

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