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Medicina do Trabalho 3Saúde ocupacional em Goiânia

Radiografia de tórax com leitura OIT para quem trabalha exposto a poeiras minerais

Mineração, pedreiras, marmorarias, cerâmicas, fundições e obras com corte de concreto liberam poeiras que podem causar pneumoconioses ao longo dos anos. O raio-X de tórax lido pela classificação da OIT é a forma padronizada de acompanhar os pulmões desses trabalhadores.

Por que um raio-X "padrão OIT"

Uma radiografia de tórax comum é descrita em texto livre, do jeito de cada médico. Para acompanhar pneumoconioses, isso não basta: é preciso comparar exames ao longo dos anos e entre trabalhadores. A Organização Internacional do Trabalho criou uma classificação que padroniza a técnica e a leitura, com categorias para o tipo, o tamanho e a quantidade de pequenas opacidades, além de alterações na pleura.

A NR-7 tem um anexo dedicado ao controle radiológico e espirométrico da exposição a agentes que causam pneumoconioses. Ele define quem deve fazer o exame, em que momentos e com quais requisitos técnicos.

Quem costuma precisar

ExposiçãoExemplos de atividade
Sílica cristalinaMarmorarias, pedreiras, corte e polimento de rochas, jateamento, cerâmica, construção civil
Asbesto (amianto)Manutenção e demolição de estruturas antigas com amianto
Outras poeiras mineraisMineração, fundição, fabricação de vidro e refratários

A inclusão no programa depende do inventário de riscos do PGR e da decisão do médico do PCMSO, que segue a periodicidade prevista na NR-7 para cada situação.

Como funciona

  1. Exame: radiografia de tórax em incidência posteroanterior, com técnica que atenda aos requisitos da classificação.
  2. Leitura: feita por médico qualificado na classificação da OIT, que compara a imagem com as radiografias-padrão.
  3. Laudo: registro da qualidade técnica da imagem e das categorias encontradas.
  4. Conduta: o médico do trabalho considera o resultado na conclusão do ASO e nas orientações à empresa.

Em geral, o raio-X caminha junto com a espirometria, que avalia a função pulmonar.

Preparo: preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento. O colaborador retira objetos metálicos do tórax; mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez devem avisar antes do exame.

Erros que comprometem o controle

  • Fazer radiografia comum, sem leitura OIT, para expostos à sílica.
  • Não guardar as imagens e os laudos anteriores, o que impede a comparação.
  • Deixar de fazer o exame demissional quando previsto para expostos.
  • Tratar alteração no exame como problema só do trabalhador, sem rever o controle de poeira no ambiente.

Achados compatíveis com pneumoconiose podem exigir avaliação sobre emissão de CAT, pelo evento S-2210.

Para o RH: como organizar

Mantenha uma lista dos colaboradores expostos a poeiras minerais, com a data do último raio-X e o setor de trabalho. Encaminhe cada um com a guia indicando o tipo de exame ocupacional e a exposição. Guardar os laudos e as imagens anteriores é essencial, porque a leitura OIT ganha valor justamente na comparação ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

Qualquer raio-X de tórax serve para o PCMSO de expostos à sílica?

Não. Para o controle de pneumoconioses, a NR-7 exige técnica e leitura conforme a classificação da OIT.

Precisa de pedido médico?

Sim. O exame é feito conforme o PCMSO da empresa ou mediante pedido do médico do trabalho.

Quem não é mais exposto continua fazendo o exame?

Algumas situações pedem acompanhamento mesmo depois do fim da exposição. A NR-7 e o médico do PCMSO definem esses casos.

Poeira mineral exige acompanhamento padronizado

Agende os exames da equipe exposta ou peça uma revisão do PCMSO para expostos a poeiras.

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