Sinais de que o controle saiu do eixo
- a empresa não sabe dizer quantos dias de ausência por doença teve no último trimestre;
- atestados ficam em pastas, e-mails e conversas diferentes;
- afastamentos que somam mais de 15 dias pelo mesmo motivo não são encaminhados ao INSS no momento certo;
- colaboradores voltam de afastamentos longos sem passar pelo exame de retorno;
- acidentes de trabalho viram atestado comum, sem CAT.
O que fazemos
Recebimento e registro dos atestados
Definimos um canal único para envio, conferimos os dados essenciais do documento e registramos cada ausência em um controle por colaborador. Isso permite enxergar repetições, somar períodos e identificar quando um caso precisa de atenção.
Acompanhamento dos afastados
Para quem ultrapassa os primeiros 15 dias, orientamos o RH sobre o encaminhamento à Previdência e mantemos uma lista dos afastados com previsão de retorno. Assim, a empresa sabe quem está fora, por quanto tempo e quando precisa agendar a volta.
Retorno ao trabalho
Quando o afastamento chega a 30 dias ou mais, o exame de retorno é agendado antes da data prevista. Se o médico recomendar adaptação ou restrição, ela fica registrada e é reavaliada.
Acidentes e doenças do trabalho
Quando o atestado decorre de acidente ou de suspeita de doença ocupacional, o caso segue o fluxo da CAT e do evento S-2210, conforme o Manual de Orientação do eSocial vigente.
Sigilo: a análise clínica dos atestados e afastamentos é feita por profissionais de saúde. O RH recebe a informação necessária para a gestão (dias, datas, aptidão), sem acesso a diagnósticos além do que o próprio documento já expõe por escolha do trabalhador.
O que a empresa ganha com isso
| Antes | Depois |
|---|---|
| Atestados espalhados | Registro único, por colaborador |
| Retornos sem exame | Retornos agendados com antecedência |
| Dúvidas sobre encaminhamento ao INSS | Orientação a cada caso |
| Nenhum dado sobre absenteísmo | Indicadores por setor, motivo e período |
Os números de ausências podem alimentar o painel de indicadores de SST e ajudar a perceber setores com mais adoecimento, um dado que interessa ao PGR e à gestão de fatores psicossociais.
Cuidados com atestados
A empresa pode e deve conferir se o atestado traz as informações essenciais, como identificação do profissional e período de afastamento. Se houver suspeita de irregularidade, o caminho é a verificação pelos canais adequados, com cuidado para não expor o trabalhador nem tomar decisões precipitadas.
Perguntas frequentes
A empresa pode recusar um atestado?
Atestados emitidos regularmente devem ser aceitos. Há discussões específicas, como a ordem de preferência entre o médico da empresa e outros profissionais, que analisamos caso a caso com o RH.
Atestado de um dia também entra no controle?
Sim. São justamente as ausências curtas e repetidas que, somadas, mostram tendências que passariam despercebidas.
O serviço substitui o departamento pessoal?
Não. O DP continua cuidando da folha. Nós organizamos a parte de saúde: registro, acompanhamento dos afastados, exames de retorno e informações para o eSocial.